terça-feira, 22 de maio de 2007

SUPERDICAS PARA ESCREVER BEM

1 - Pense primeiro no que significa escrever.
2 - Comunique-se por escrito com naturalidade.
3 - Diminua a ansiedade.
4 - Escreva logo o que precisa escrever.
5 - Desenvolva o hábito de escrever.
6 - Desenvolva o prazer de escrever.
7 - Aproveite bem a leitura para a sua escrita.
8 - Desenvolva um bom vocabulário.
9 - Familiarize-se com o texto.
10 - Deixe o leitor a par do que você está tratando.
11 - Manifeste (ou simule) a sua intenção.
12 - Seja claro ao apresentar informações.
13 - Faça bom uso dos outros textos.
14 - Seja coerente.
15 - Ligue bem as idéias.
16 - Faça com que o seu texto seja sempre bem aceite.
17 - Comece por um bom planejamento.
18 - Recorra a bons argumentos.
19 - Observe bem as partes do texto.
20 - Dê especial atenção aos parágrafos do seu texto.
21 - Articule bem as partes e os parágrafos.
22 - Utilize linguagem simples e cortês.
23 - Observe se a linguagem está adequada à situação.
24 - Por fim, preocupe-se com a correcção gramatical.

DEZ LIÇÕES PARA OS LÍDERES

1 - O senso de oportunidade é (quase) igual.

2 - Tudo é possivel se você compartilhar a glória.

3 - A confiança, uma vez quebrada, raramente é restabelecida.

4 - A liderança está relacionada à construção de ligações.

5 - Os lideres aprendem com os seus erros.

6 - Confiança - não é só para si mesmo.

7 - Parcerias eficazes requerem dedicação aos parceiros.

8 - A renovação provém de muitas fontes.

9 - Os lideres devem ser corretores de talentos.

10 - A linguagem é a ferramenta mais poderosa.

DE PASSAGEM

As pessoas estão partindo mais do que verdadeiramente ficando.
Já reparou?
Dou-me conta desse regime de deserção, descendo a colina do mosteiro que visito quase toda a semana.
Um olhar profundamente desolado acompanhava a sentença daquele meu amigo monge, em sua reflexão melancólica:
- De facto, os jovens de hoje em dia...

Não terminou a sentença. Nem precisava. Bastava que eu espiasse o mundo em redor para entender o que ficara em estado de reticências.
A pequena comunidade que vive naquele lugar dos agrestes pernambucanos, ficou ainda menor com a partida de mais um irmão que se preparava para receber os votos.
Os jovens de hoje em dia...
Posso entender a dificuldade dos seminários, dos mosteiros e das clausuras vazias, mas também dos colégios, dos ginásios, dos estádios e das danceterias assediadas pelos mercadores de ecstasy, e os traficantes de todos os pós mágicos que circulam por ai.
A concorrência é mesmo desigual.
A oração e o trabalho, o jeito simples de fazer as coisas, o bagulho e o ócio do outro. A diferença que separa uma vida da outra é maior do que poderá supor toda a nossa vã filosofia. Mas, com certeza, é mais fácil ficar com esta última.
Não quer dizer que todo o jovem esteja à beira do consumo das drogas ou que só possa conhecer a virtude se fizer voto de pobreza e prestar compromisso de castidade diante de Deus.
Não é nada disso.
Mas o mundo parece ter perdido o gosto de ser jovem com simplicidade.
A juventude ficou emaralhada em fios ligados ao computador, que se conectam ao videogame, e se retransmitem ao hometheater, no mesmo ritmo dos bailes de funk, no mesmo batidão insurdecedor que dá embalo à vida. Não existem mais prazeres operando em off-line.
Por outro lado, o compasso do viver ficou tão alucinante para os jovens que eles já não se enxergam mais como são. Viraram criaturas de hábitos nocturnos, que só se reconhecem na escuridão do mundo. Quando se tocam, no ritual de ir e vir (e de ficar) é sempre com ánimo de partir - nunca de se entregar.
São toques que maltratam mais do que acariciam.
Toques de quem está sempre partindo, mesmo quando se revela na intenção de ficar.

- Luiz Augusto Crispim -

O CRIADO-MUDO

Perfeccionista e cuidadosa. Ana Maria primava em agradar as visitas que apontavam na casa de sua patroa.
Angariava com esse gesto de boa vontade a simpatia e o amor de todos.
A sua bondade não se esgota por aí. Alcançava limites muito além da esfera profissional. É que a fámula doméstica cultivava as raizes ligadas à sua estirpe, mormente quando os liames vinham dos pais.
Por eles, não media esforços; ajudava-os, mesmo que sacrificasse parte do seu salário.
Há dias, soubera que a mãe sonhava em possuir um quarto completinho, embora não dispusesse de recurso para tão arrojado projecto. Mas, como sonhar não faz mal, a genitora contentava-se, há meses, em curtir as imagens oníricas através de reais incursões em lojas de móveis. Tornara-se, assim, conhecida como a senhora que olha quarto de casal, porém nada compra.
Ouvindo, por relato da prima Ártemis, a história dessa peregrinação, Ana Maria ficou, por alguns dias, macambuzia, de pena da situação vexatória em que a mãe se colocava. Por isso, tomou, imediatamente, a decisão que achou ser a mais precisa para transformar as utopias maternas em pura realidade: de comprar e dar-lhe de presente um quarto completo.
Comprou-o do bom e do melhor, acrescentando de um criado mudo. Transmitiu a novidade à mãe que, de tão contente, não sabia como agradecer essa nobre acção.
A filha informou-lhe, ainda que a transportadora levá-lo-ia completinho.
Dias depois, a mãe ligou para Ana Maria, avisando que recebera o presente.
Esta, então, perguntou-lhe: não faltou nada, nem o criado mudo?
Depois de certa reticência, a mãe falou-lhe:
- olhe, filha, recebi o quarto. O criado deixou tudo direitinho. Agora, a unica coisa que não apareceu por aqui foi esse mudo que você fala tanto!
A filha esclareceu à genitora que criado-mudo era apenas a mesinha de cabeceira que fica ao lado da cama.
Após um longo suspiro, a mãe, aliviada, disse a Ana Maria:
- por que você não me disse isso logo?
E eu tão aperreada com esse mudo!
- Onélia Queiroga -

VIVER NÃO DOI

Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.
Por que sofremos tanto por amor? O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz.
Sofremos por que?
Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projecções irrealizadas, por todas as cidades que gostariamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostariamos de ter tido juntos e não tivemos, por todos os shows e livros e silêncios que gostariamos de ter compartilhado, e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade. Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.

- Carlos Drummond de Andrade -

sábado, 19 de maio de 2007

PRECISO

Preciso de alguém que me olhe nos olhos quando falo. Que ouça minhas tristezas e neuroses com paciência. E, ainda que não compreenda, respeite os meus sentimentos.
Preciso de alguém, que venha brigar ao meu lado sem precisar ser convocado. Alguém amigo o suficiente para dizer-me as verdades que não quero ouvir, mesmo sabendo que posso odiá-lo por isso. Nesse mundo de céptico, preciso de alguém que creia, nessa coisa mistériosa, desacreditada, quase impossível: a amizade. Que teime em ser leal, simples e justo, que não vá embora se algum dia eu perder o meu ouro e não for mais a sensação da festa.
Preciso de um amigo que receba com gratidão o meu auxílio, a minha mão estendida. Mesmo que isso seja muito pouco para as suas necessidades.
Preciso de um amigo que também seja companheiro, nas farras e pescarias, nas guerras e alegrias, e que no meio da tempestade, grite em coro comigo: "Nós ainda vamos rir muito disso tudo" e ria muito.
Não pude escolher aqueles que me trouxeram ao mundo, mas posso escolher meus amkigos. "E nessa busca empenho a minha própria alma, pois com uma amizade verdadeira, a vida se torna mais simples, mais rica e mais bela..."
- Charles Chaplin -

segunda-feira, 7 de maio de 2007

BRASIL, BRASILEIRO... Parte 5ª

Só no Brasil se pode encontrar disto:

Seu Lunga noiva

Vária situações do seu Lunga vamos encontrar.
Hoje temos o seu importante noivado.
Lunga, parente de Mandurí, da turma tolerância zero. Ainda jovem, Lunga arranjou uma noiva muito bonita, na verdade uma moça muito formosa, e já se preparava para casar.
Certo domingo, durante a missa, um amigo se aproximou de Lunga e murmurou: "Preciso lhe dizer uma coisa". Lunga, já aborrecido: "Fale logo".
O amigo: "Não sei se digo:..."
Seu Lunga: "Então não diga".
O amigo: "Lunga, eu ouvi falar que sua noiva é ... furada!"
Seu Lunga já se levantando: "Eu quero uma moça pra csar, não pra carregar água".